A técnica que muitos ainda confundem com choques, mas que está revolucionando o cuidado com o cérebro.
Mito 1: “Neuromodulação dá choque elétrico”
A verdade: A neuromodulação não utiliza choques, mas campos magnéticos suaves para estimular regiões específicas do cérebro.
- Não há descarga elétrica direta no corpo.
- O paciente permanece acordado e confortável durante toda a sessão.
- O procedimento é silencioso, sem necessidade de anestesia ou internação.
Pense como um “treino cerebral”: a estimulação magnética ajuda o cérebro a se reorganizar e funcionar melhor, sem dor e sem choques.
Mito 2: “É um tratamento experimental”
A verdade: A neuromodulação já é um tratamento amplamente reconhecido e regulamentado.
- A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) foi aprovada pelo FDA (EUA) em 2008 e pela ANVISA no Brasil em 2012.
- Existem centenas de estudos clínicos comprovando sua eficácia e segurança em diversas condições, incluindo depressão resistente, dor crônica e reabilitação neurológica.
- Hospitais e clínicas de referência no mundo todo utilizam a técnica como parte da prática médica moderna.
Mito 3: “Dói ou causa efeitos colaterais fortes”
A verdade: A neuromodulação é indolor e os efeitos colaterais são raros e leves.
- O paciente pode sentir um leve formigamento ou pressão na região da aplicação.
- Os sintomas mais comuns, como dor de cabeça leve ou tontura passageira, costumam desaparecer em poucas horas.
- Após a sessão, é possível voltar às atividades normais imediatamente —dirigir, trabalhar, estudar.
Mito 4: “Os resultados não duram”
A verdade: Os benefícios da neuromodulação podem ser duradouros.
- Estudos mostram melhora significativa e sustentada em sintomas de depressão, atenção, sono e regulação emocional.
- Em alguns casos, o médico pode indicar sessões de manutenção, assim como ocorre em outros tipos de tratamento médico.
- O cérebro é plástico, ou seja, aprende e se adapta, e a neuromodulação aproveita exatamente essa capacidade natural para promover equilíbrio a longo prazo.